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Siderúrgica vai captar 1,8 milhão de litros de água por hora do Benevente

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Siderúrgica vai captar 1,8 milhão de
litros de água por hora do Benevente

Manaira Medeiros

 

A Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU), que será instalada pela Vale em parceria com a ArcelorMittal em Anchieta, sul do Estado, irá captar 1,8 milhão de litros de água por hora do já exaurido rio Benevente, e mais 4 milhões de litros de água do mar, também por hora. As informações estão no próprio estudo apresentado pela Vale à população, como informou Josimar Lapietra, da Associação de Moradores de Jabaquara.



A preocupação da população local com a quantidade de recursos hídricos que serão utilizados pela siderúrgica motivou pedido de informação à Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), para conhecer o volume captado atualmente, a título de comparação. Isso porque, segundo Josimar, esta é a previsão somente para a fase inicial. A tendência, depois, é que o número aumente ainda mais.

O alerta se deve ao fato de que o rio já está próximo de seu limite máximo outorgável, como apontou a própria Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) realizada na região pelo governo do Estado, quando da instalação da megasiderúrgica da Baosteel, junto com a Vale.

Na ocasião, foi destacada a inviabilidade de abrigar um projeto dessa amplitude devido a problemas como o aumento da demanda de água e do abastecimento público e agrícola, que ultrapassaria as condições do rio, e até mesmo se aproximaria do limite físico do rio Benevente, podendo o sistema sofrer um colapso a partir de 2018.

Para se certificar de que não há nenhuma informação distorcida apresentada pela Vale, a Associação vai realizar estudos próprios na região, para confrontar com os que estão sendo preparados pela empresa, para avaliar impactos ambientais, econômicos e sociais. “É público e notório que a empresa não divulgará dados contra os seus interesses”, pontuou.

O líder comunitário disse, ainda, que a empresa já está fazendo aquisições na região, como uma fazenda que servirá de área de manobra de trem. O que, para ele, mostra o acelerado processo de instalação da siderúrgica no sul do Estado, sendo que ainda nem há licenciamento ambiental.

Com a propriedade de quem trabalhou um período na Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), da alemã ThyssenDkrupp, no Rio de Janeiro, Josimar aponta a semelhança com o projeto fluminense, que tem causado inúmeros problemas aos moradores do entorno, com cerca de 30 Ações Civis Públicas.

Na capital fluminense, já há um dossiê preparado por entidades sociais, com um extenso histórico de irregularidades. Não são poucas as denúncias de descumprimento das leis ambientais e violações de direitos humanos. Como a poluição da Baía de Sepetiba, contaminação química que atingiu os peixes, provocando diversas deformidades.

O documento também mostra que a empresa já iniciou seu processo de instalação no Rio com abusos, incluindo o descumprimento de processos que tramitam no Ministério Público Federal (MPF). Por lá, o empreendimento atinge diversas populações tradicionais, como os quilombolas que residem na Marambaia, os índios que vivem próximos à Tarituba, e em outras ilhas, os caboclos e os pescadores artesanais, que estão na região de Sepetiba.

O modelo que será reproduzido no Estado gerou na capital fluminense, somente em sua fase inicial, a remoção de cerca de 21,8 milhões de metros cúbicos de lama contaminada por metais pesados, enterrada no fundo do mar em inseguras cavas, denominadas CDFs (Confined Disposal Facility), Área de Disposição Confinada.

O governador do Estado, Paulo Hartung (PMDB), esteve na CSA no ano passado. De acordo com Josimar, a Vale tem anunciado a intenção de levar moradores do sul do Estado à empresa, para visita semelhante. “Obviamente, vão preparar aquela conhecida maquiagem”, completou.

O sul do Espírito Santo enfrenta falta de logística adequada para comportar uma siderúrgica de grande porte. A região está saturada, com problemas sociais já sentidos pela população. Com a efetivação do projeto, são previstos os mesmo impactos sofridos com a Samarco Mineração S.A., como inchaço populacional, surgimento de favelas, falta de vagas em escolas e em postos de saúde. Assim como o aumento dos índices de violência e miséria. Impactos que ultrapassam os limites de Anchieta, atingindo ainda localidades próximas, como Piúma, Iriri e Guarapari.

Ambientalistas ressaltam, ainda, que o nível de partículas em suspensão na região já está acima do permitido, o que, na teoria, deveria inviabilizar novos projetos com potencial poluidor para a região.

Só em Anchieta, a previsão é que o município passará de 20.226 habitantes para 100 mil em sete anos. O projeto da mineradora da Vale em Anchieta está previsto para 2014. A produção inicial é de 5 milhões de toneladas/ano de aço.

Além da CSU, estão previstos para a região dois píeres, um gasoduto da Petrobras e ainda a construção da  quarta usina de pelotização da Samarco. Também no sul do estado a multinacional Ferrous Resources do Brasil confirmou investimentos em Presidente Kennedy, na construção de três usinas de pelotização.

 

Fonte: SeculoDiario.com

 

 

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